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Home Colunistas Alexandre Henriques

Efeitos do sol sobre baba da ira

28 de outubro de 2022
in Alexandre Henriques

Alexandre Moca – opinião

A pregação de parte a parte apenas para os já convertidos, nos tirou a possibilidade de ouvir um ao outro de forma paciente e atenciosa; de saber da opinião do oponente sobre temas relevantes, de agregar informações às que já possuímos e transformá-las no conhecimento necessário para guiar nossas decisões com relação ao futuro.

Considere-se a gravidade do que está posto e imagine que estamos entre a instalação definitiva da barbárie e a parca manutenção dos marcos civilizatórios conquistados a duras penas.

Tenho para mim (e não é difícil de entender) que a política com PÊ maiúsculo é aquela que guarda uma importância fundamental para a vida em sociedade e, de resto, para a sustentabilidade da democracia.

Também não é difícil a compreensão de que esse tipo de política só acontece quando os lados interessados, sentados à mesa, conseguem falar uns com os outros, sem gritar, sem ataques pessoais, focando apenas nos argumentos expendidos de parte a parte.

O desafio à logica mais comezinha se dá, na maioria das vezes, quando são feitas vistas grossas aos defeitos daqueles a quem escolhemos para apoiar. Na outra ponta passamos a ser farisaicamente rigorosos com aqueles a quem nos opomos.

A política, como é sabido por todos, não é um lugar asséptico, um ambiente desinfetado, pronto para a realização de uma cirurgia.

Mesmo se fosse, os operadores seriam obrigados a lidar com vísceras imundas, tumores purulentos, cânceres nas suas mais variadas e aberrantes formas, análogos ao centrão, a pastores desonestos, a falsos padres, a células nazistas, a grupos fascistas, todos pintados, aqui e ali, com tintas racistas, machistas, misóginas, homofóbicas e autoritárias, dentre outras igualmente assustadoras dessa bizarra paleta.

Foi nesse verdadeiro circo de horrores que os canastrões foram ganhando protagonismo, depois de emergirem de porões e esgotos. Revelados à luz do dia produziram e continuam produzindo o pior caldo humano já visto em muito tempo.

São nada mais que verdadeiros tumores que de forma metatársica invadiram e se multiplicam pelo tecido social brasileiro. Muitos deles nem sequer podem ser extirpados, sob pena de colocar em risco a vida do paciente, no caso, o nosso incipiente estado de direito.

Desocupados da própria inteligência, muitos dos que conheço terceirizaram o ato de pensar. Se já o faziam em doses homeopáticas, colhem agora o pensamento pronto nas estantes das redes sociais. Em seguida, sem qualquer critério, saem reproduzindo o que lhes é impingido através de noticias falsas, formando uma teia capilar de pequenos e desastrados autofalantes.

Inundam com os seus mugidos as igrejas, os bares, as praças e os mercados, dentre outros espaços de sociabilidade, fazendo implodir até os pequenos comitês familiares, antes azeitados pela boa e sadia prática das conversas entre divergentes. O lugar onde as discordâncias eram naturais, mas o tratamento era, via de regra, respeitoso. O que ontem rendia apenas um mal estar temporário, pode hoje chegar a uma agressão física ou até resultar em morte.

A elegante esgrima dos argumentos deu lugar aos dedos em riste, a dentuças expostas, a baba da ira escorrendo pelo canto da boca.

Nos mais exaltados, as expressões ladrão e corrupto dançam um “pas de deux” na pista gelatinosa da língua bifurcada. Vai-se ver, não passa de um dos muitos beneficiários de esquemas fraudulentos, reconhecidos punguistas do erário, capazes de ocupar em estacionamentos a vaga de cadeirantes, sob o argumento de “não estou vendo nenhum aleijado aqui”, de tentar furar uma fila ou de não devolver um troco que foi dado a mais por um humilde feirante.

São estes os mesmos que, se imaginando amigos do rei, convidam os outros a oferecerem a sua liberdade e sua dignidade em troca de migalhas, sem imaginar que serão todos chicoteados pelo déspota.

Felizmente o que se avizinha é o crepúsculo dessa miséria que assolou o país. Estamos próximos do alvorecer, do nascer de um sol gigante que, com todas as suas propriedades curativas e antissépticas, deverá iluminar o nosso futuro. Esse mesmo sol também trará à luz os sigilos espúrios impostos sobre crimes hediondos perpetrados contra um povo inteiro, crimes estes reconhecidos inclusive por organismos internacionais.

Um bom e tranquilo dia do voto para todos.

 

Alexandre Henriques (Moca) é cronista, fotógrafo-multimídia

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