
O secretário de Educação do Estado, Erivonaldo Alves, desmentiu nesta quarta-feira (2) informações apresentadas pelo candidato ao Governo da Paraíba Cícero Lucena (MDB) sobre supostos salários de até R$ 22 mil pagos a servidores temporários da rede estadual de ensino. Segundo ele, os números utilizados pelo candidato durante debate na Rádio Campina FM não correspondem à remuneração mensal dos profissionais citados.
O secretário afirmou que Cícero ludibriou os paraibanos e utilizou lançamentos extraordinários registrados no Portal da Transparência como se representassem salários mensais dos servidores. De acordo com Erivonaldo, a remuneração máxima dos prestadores de serviço enquadrados nessa situação é de R$ 6 mil, acrescida de R$ 600 de auxílio-alimentação.
“É falsa a informação de que assistentes administrativos temporários da rede estadual recebam salários mensais de até R$ 22 mil”, afirmou.
Durante o debate, Cícero apresentou valores que seriam de salários mensais de servidores e utilizou para suas críticas à gestão estadual. O secretário explicou, entretanto, que os montantes registrados em determinados meses somam pagamentos de naturezas diferentes e, portanto, não podem ser apresentados como remuneração mensal.
Outro ponto contestado pelo secretário diz respeito à situação funcional de pessoas mencionadas pelo candidato do MDB. Ele explicou que esses profissionais receberam diferentes verbas no mesmo mês.
“Os valores exibidos no Portal da Transparência reúnem, em um mesmo mês, pagamentos de naturezas distintas, como férias e 13º salário proporcionais, indenizações e outros lançamentos extraordinários”, pontuou.
“Somar esses valores e apresentá-los como se fossem o salário mensal do servidor produz uma informação que não corresponde aos dados funcionais e financeiros registrados pelo Estado”, acrescentou Erivonaldo.




