
O candidato ao Governo da Paraíba, Efraim Filho (PL), questionou Lucas Ribeiro (PP), durante debate na Campina FM, na última quarta-feira (2), sobre o destino da indústria de baterias associada à exploração de lítio no Curimataú.
A cobrança teve como foco a permanência do investimento em Picuí, município citado nas tratativas com a empresa americana Rivaz, ou uma possível transferência para a Grande João Pessoa.
Lucas havia citado a Rivaz ao responder sobre os investimentos relacionados à energia limpa e afirmou que o Governo prospecta a instalação de uma fábrica de baterias na Paraíba. Efraim deslocou o foco para o Curimataú e questionou diretamente se o Governo estaria retirando da região uma indústria que, segundo denúncias mencionadas por ele, seria instalada ali para levá-la à Grande João Pessoa, “onde já tem empresa de sobra”.
“Quero que esclareça ao Curimataú paraibano se você vai ou não retirar essa empresa, se essa empresa vai ficar lá no Curimataú paraibano ou vai para a Região Metropolitana”, cobrou.
A pergunta não teve uma resposta objetiva sobre Picuí. Lucas afirmou que “a decisão de local não é do governo”, mas não esclareceu se a fábrica permanecerá no município ou será direcionada para outra região.
Efraim, então, apresentou uma proposta para que investimentos dessa natureza sejam interiorizados e aproveitem as características de cada região. Ele defendeu a criação de distritos industriais próximos às usinas de energia renovável, aproximando a produção industrial das fontes de energia e dos recursos naturais disponíveis.
“É ter os distritos industriais ao lado das usinas de energia renovável. Assim a gente garante que essa energia não seja desperdiçada”, afirmou.
A proposta também se conecta ao potencial mineral do Curimataú. Para Efraim, regiões como Picuí precisam receber não apenas a exploração dos recursos naturais, mas também atividades produtivas capazes de gerar empregos e renda localmente. A estratégia, segundo ele, permitiria aproveitar o lítio, o sol e o vento como vetores de desenvolvimento e reduzir a concentração de investimentos na Grande João Pessoa.
No caso de Picuí, a defesa apresentada por Efraim é para que o município seja parte efetiva da cadeia produtiva ligada ao lítio, transformando o potencial mineral da região em novas oportunidades econômicas para o Curimataú.



