
Na tarde desta quarta-feira (25), no plenário da Câmara Municipal de Mari-PB, ocorreu uma importante reunião que discutiu estratégias para a abertura do abatedouro regional e resolver em definitivo a problemáticas do abate clandestino dos animais em diversos municípios da região.
A reunião, coordenada pelo secretário do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (SEDAP), Joaquim Hugo, contou com as presenças do prefeito de Guarabira, Marcus Diôgo, da prefeita de Alagoinha, Maria de Zé Roberto, da vice-prefeita de Mari, Lucinha da Saúde, do secretário de Desenvolvimento Econômico e Agrário de Mari, Severino Ramo, secretários de Agricultura de diversos municípios e vereadores de vários municípios, a exemplo dos vereadores de Guarabira, Raimundo Macedo (presidente da Câmara), Marcelo Bandeira e Júnior Ferreira e representantes de cooperativas.
O encontro teve como objetivo discutir e encaminhar saídas urgentes para colocar em operação o abatedouro regional, localizado em Mari, que foi construído pelo Governo do Estado, ainda na gestão de Ricardo Coutinho, mas está inativo até agora, enquanto mais de uma dezena de municípios estão com matadouros interditados ou permitindo o abate clandestino, sem fiscalização, sem a higiene exigida para a comercialização da carne.
Secretário da SEDAP, Joaquim Hugo e sua equipe técnica apresentaram a sugestão de viabilizar uma concessão pública, entregando o equipamento para a iniciativa privada operar e absorver a demanda de abate animal de 14 municípios: Alagoinha, Alagoa Grande, Araçagi, Caldas Brandão, Cuitegi, Guarabira, Gurinhém, Itapororoca, Mari, Mulungu, Pirpirituba, Riachão do Poço, Sapé e Sobrado.
Hugo argumentou que a ideia inicial seria entregar a operação para algum município ou o próprio Estado assumir, mas em razão da urgência ficou estabelecido que repassado para a iniciativa privada, atendendo aos pré-requisitos que serão definidos, e com a fiscalização necessária, e só dessa forma será possível operar em tempo hábil para revolver o problema.
Prefeito de Guarabira, a maior cidade dessa região, Marcus Diôgo assegurou que está de pleno acordo com a iniciativa do Governo do Estado, colocou o município à disposição e disse que foi a melhor saída encontrada para solucionar um problema complexo, assim como foi a questão ligada ao aterro sanitário, que hoje funciona em Guarabira atendendo a 50 municípios.
Na proposta apresentada, cada município deverá disponibilizar um curral para receber os animais e transportá-los até o abatedouro. Os custos com o transporte e dos marchantes que abatem apenas um animal por semana serão de responsabilidade dos municípios. A empresa vencedora da concessão pública se responsabilizará por todo o processo e entrega das peças da carne no estabelecimento de cada comerciante, devidamente certificada.

O vereador Marcelo Bandeira, que já foi secretário de Agricultura em Guarabira, ao fazer uma fala na reunião, demonstrou preocupação com as famílias que processam o subproduto dos animais, as chamadas “fateiras”. Para o vereador, é necessário encontrar também uma solução, capacitar essas pessoas para que, se possível, tenham a mão de obra absorvida pelo abatedouro ou frigoríficos da região.
Foi encaminhada a proposta de abertura de edital para concessão. Os detalhes começaram a ser definidos hoje e serão ampliados em nova reunião que ocorrerá no dia 7 de novembro, na sede da SEDAP, em João Pessoa, com presenças de todos os prefeitos e Ministério Público. O terceiro o último encontro, antes do lançamento do edital, ocorrerá no dia 21 de novembro, em uma audiência pública, que será realizada em Mari.



















