
A decisão da Prefeitura de Mari de rescindir dezenas de contratos temporários parece não ser fruto de vontade política da prefeita Lucinha, mas da necessidade de responder a uma nova onda de denúncias e pressões judiciais, que colocam a administração atual contra a parede. Entre elas, está a mais recente, feita pelo ex-vereador Neto Martins (foto), que protocolou no Ministério Público da Paraíba uma representação questionando supostas irregularidades na folha de pagamento municipal, um documento que acabou se transformando na Notícia de Fato nº 001.2025.065756, instaurada pela Promotoria de Justiça de Sapé.
A denúncia, ao que parece, serviu como gatilho para acelerar um processo que o Tribunal de Contas do Estado (TCE/PB) já vinha cobrando desde 2024, quando a gestão anterior recebeu dois alertas oficiais por manter um número elevado de contratações temporárias. O problema, ignorado à época, estourou no colo da atual prefeita, que agora é obrigada a tomar decisões impopulares, cortando contratos e enfrentando o desgaste natural de quem cumpre a lei, mesmo quando o gesto não rende aplausos.
A prefeita de Mari se vê hoje numa encruzilhada: entre o cumprimento das determinações legais e a manutenção da paz administrativa, ela escolheu o caminho mais difícil e inevitável, o da legalidade.
Lucinha da saúde herdou o ônus de um quadro funcional distorcido e, ao tentar corrigi-lo, é atingida por críticas e denúncias de quem era vereador à época e fechou os olhos para o problema. No jogo político de Mari, quem fez vista grossa aos problemas, agora posa de denunciante. Mas a sociedade mariense espera que os documentos oficiais, deixem claro de que lado está a verdade.




