Caminhoneiros fecham rodovias contra resultado das urnas após derrota de Bolsonaro

Grupos de caminhoneiros bolsonaristas começaram a fechar rodovias em ao menos 14 estados contra a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Jair Bolsonaro (PL) para a Presidência da República. Os bloqueios se iniciaram horas após o anúncio da vitória do petista, que foi oficializada às 19h57 deste domingo (30).

Até por volta de 13h desta segunda-feira (31), havia 81 protestos nos seguintes estados: Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

Nesta manhã, a maior parte dos bloqueios era total, sem que qualquer veículo fosse liberado para passar nas vias tomadas pelos caminhoneiros. No entanto, houve locais onde veículos como ambulância ou carros de passeio eram autorizados pelos caminhoneiros a seguir viagem.

A maior parte das estradas onde houve bloqueios era federal, mas também houve atos em rodovias estaduais.

Houve registros de motoristas de carros sendo hostilizados, com vidros sendo quebrados, como os casos que aparecem no vídeo abaixo, em Barra Mansa (RJ). Até a última atualização desta reportagem, não havia detalhes sobre o que motivou as agressões ou se a polícia chegou a intervir em algum dos casos.

Em nota, a A Polícia Rodoviária Federal afirmou ter tomado, desde domingo, todas as providências para o retorno da normalidade do fluxo. A corporação informou que vai à Justiça para liberar as vias, que iniciou negociação com os manifestantes e acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) em todos os estados onde houve bloqueio para garantir a fluidez das rodovias.

Em Barra Mansa, no interior do Rio de Janeiro, a Via Dutra, que liga a capital fluminense à capital paulista, foi fechada nos dois sentidos por caminhoneiros no início da madrugada desta segunda-feira (31). Até a última atualização desta reportagem, a rodovia seguia totalmente bloqueada nos dois sentidos. A Polícia Rodoviária Federal não informou se algum tipo de veículo, como ambulância ou caminhão de alimentos, estava tendo a passagem liberada.

Fonte: g1