Alerta: extração de areia em rio põe meio ambiente em risco na zona rural de Guarabira

Um grave crime ambiental pode estar ocorrendo na zona rural de Guarabira através da extração de areia no leito do rio, no trecho das comunidades rurais de Caboclo e Maciel. Imagens obtidas pela reportagem mostram que operários trabalharam em máquinas pesadas na exploração do mineral.

A exploração de areal em rios é uma atividade econômica para a construção civil, mas que pode causar sérios impactos ambientais e sociais se não for fiscalizada e feita com respeito às normas, afetando a qualidade da água, a biodiversidade, a estabilidade das margens e a vida de comunidades locais que dependem do rio.

O leito de um rio é a área, o canal ou o percurso natural por onde as águas de um rio escoam e se movimentam, sendo delimitado pelas margens direita e esquerda do curso d’água. Ele é uma parte essencial do rio, servindo como um leito para as águas e, muitas vezes, abrigando a vegetação e a vida aquática.

Proprietário de área cortada pelo rio, um agricultor que preferiu não revelar sua identidade, contou que já está percebendo baixar a água do rio e suspeita que seja depois que começou ser retirada a areia. Ele disse ainda que teme que as árvores da mata ciliar caiam no decorrer dos dias, já que a retirada da areia em grande volume pode causar erosão.

A reportagem não conseguiu identificar o responsável pelo areal para saber se a exploração está sendo feita dentro da legalidade, se os órgãos de fiscalização concederam licença para a retirada do mineral ou se está operando na clandestinidade.

Retirar areia do rio sem autorização é crime, caracterizando tanto um crime ambiental (Lei nº 9.605/1998, art. 55) quanto um crime contra a ordem econômica (Lei nº 8.176/1991, art. 2º) pela usurpação de bem público da União. As penalidades incluem detenção, multa e a obrigação de reparar os danos ambientais causados.

A exploração de areia em rios e lagos é fiscalizada principalmente pela Agência Nacional de Mineração (ANM) em nível federal, que autoriza e regula a atividade. Além da ANM, a fiscalização também é realizada por órgãos estaduais e municipais responsáveis pelos recursos hídricos e ambientais, e a Polícia Ambiental atua no combate às atividades ilegais.

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