Principal liderança do PSB na Paraíba, o governador João Azevêdo, candidato à reeleição, ignorou o episódio de agressão sofrida pelo presidente do seu partido, Gervásio Maia, em comício realizado em Guarabira no último sábado (17). Quando Gervásio apanhou de um assessor de Raniery Paulino, João já havia deixado o ambiente.
O caso foi noticiado pela imprensa de toda Paraíba e de outros estados, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, emitiu nota de solidariedade, deputados da bancada do PSB em Brasília emitiram notas de solidariedade e João, que participou do evento, que dividiu palanque com agressor e agredido, faz ouvido de mercador, continua fazendo de conta que nada aconteceu.
Temendo perder votos, acovardado, o governador não se posiciona. Os grupos rivais dentro do PSB de Guarabira, liderados por Célio Alves e Renato Meireles, que duelam por uma cadeira na Assembleia Legislativa, podem romper com João, ainda no primeiro turno, se ele tomar partido.
Nos bastidores já é dado como certo que João Azevêdo terá que decidir de que lado está, passado o primeiro turno da eleição, pois no segundo turno os dois grupos não sobem no mesmo palanque.
Entenda
A fúria do assessor parlamentar, identificado por João Agostinho, se deu porque Gervásio tentou falar no comício sem estar prevista sua fala pela condenação de campanha, atropelando o acordado, tendo sido interrompido pelo candidato a deputado estadual Renato Meireles, que estava escalado para falar e não aceitou ser preterido. Houve troca de empurrões e Gervásio tomou um tapa nas costas.
As imagens que circulam pelas redes sociais mostram o flagrante da briga. Gervásio ameaça atirar o microfone contra o assessor de Raniery, que diz ter sofrido injúria racial desferida por Gervásio, que nega. O caso foi parar na delegacia de Polícia Civil e o deputado também fez exame de corpo de delito.





