
O prefeito de Guarabira Marcus Diôgo externou o profundo pesar pelo falecimento do cantor e compositor Genival Lacerda, ocorrida nesta quinta-feira, 7 de janeiro. Ele morreu aos 89 anos, no Recife, em decorrência de complicações da COVID-19.
“Hoje um bom dia bastante triste para todos os paraibanos e não só para a nossa cultura, mas para todo o Brasil, perdemos uma das nossas maiores referências da música nordestina, do nosso forró. Genival deixa um legado cultural para sempre”, destaca o prefeito.
O secretário de cultura do município, Tarcísio Pereira, destacou o legado de Genival na cultura e na música paraibana. “A Paraíba, o Brasil e todos que amam a cultura, sobretudo a cultura popular e nordestina estão em luto no dia de hoje”, enfatizou o secretário.

Sepultamento foi em Campina Grande
O corpo do cantor e compositor Genival Lacerda foi sepultado nesta quinta-feira (7) no Cemitério Nossa Senhora do Carmo, conhecido como Cemitério do Monte Santo, em Campina Grande, cidade onde o músico nasceu. Foi recebido por um trio de forró pé-de-serra que tocava músicas do artista.
O corpo do artista saiu de Recife às 15h30 e chegou à Paraíba por volta das 18h45. Ele foi recepcionado por fãs que o aguardavam na entrada do município. Algumas das principais ruas da cidade foram tomadas pela comoção da despedida, que, para muitos, aconteceu durante o cortejo fúnebre.
A consternação era visível entre os pedestres, que à distância acompanhavam a passagem do cortejo. E era acompanhada pelas buzinadas de veículos. Fruto do luto que tomou conta da música paraibana e nordestina.
Perfil
Genival Lacerda nasceu em Campina Grande no dia 5 de abril de 1931. Na cidade, trabalhou como radialista. A primeira gravação como cantor aconteceu quando já morava em Recife, para onde se mudou em 1953.
O primeiro disco do artista foi gravado em 1956, um compacto duplo com “Coco de 56”, escrito por ele e João Vicente, e o xaxado “Dance o xaxado”, feito por ele com Manoel Avelino.
Em 1964, se mudou para o Rio de Janeiro. A consagração nacional veio com “Severina Xique Xique”, de 1975. O refrão “ele tá de olho é na butique dela” virou sua marca.
O músico viveu no Rio durante o auge da popularidade do forró no Sudeste, e conviveu com outros artistas fundamentais do estilo como Dominguinhos e Luiz Gonzaga.
Genival deixou dez filhos, além de netos e bisnetos.




