Um fato misterioso causou estranheza entre os vereadores de Guarabira, durante sessão extraordinária ocorrida na tarde desta quinta-feira (7). O livro de registro de atas das sessões simplesmente sumiu. Funcionária responsável em transcrever as atas, Salete disse aos vereadores que o livro não estava em sua sala e não disse quem o tirou.
Salete contou que o livro ainda continha várias páginas em branco e foi reticente em relação ao sumiço do livro. O secretário da Câmara, Antônio Alves, não compareceu à sessão para se pronunciar a respeito do episódio, visto que também é de responsabilidade de sua função a guarda dos documentos da Casa Legislativa. Para registrar a ata anterior foi adquirido um novo livro, o que perplexo o colegiado.
Líder da bancada dos Girassóis, Lucas Porpino sugeriu que os onze vereadores presentes adotassem a postura de tomar posse da Câmara de Vereadores. “Se um documento como o livro de atas some, se o secretário não vem e não dá satisfação, se o presidente também não vem, eu sugiro que nós tomemos posse da Câmara até que a ordem volte à sua normalidade”, disse.
Os vereadores entenderam que seria uma medida extremada e não acataram a sugestão. Os parlamentares enceraram a sessão e em seguida reuniram com a assessoria jurídica das bancadas para encaminhar as pendências. Havia dúvida quanto ao prazo de 60 dias para apreciação do parecer do TCE, que termina dia 13, mas entendimentos outros apontavam que a contagem de prazo é suspensa com o recesso parlamentar. Ficou acordado de se realizar a sessão no dia 12.
A Câmara voltou a discutir as contas do exercício financeiro de 2014 do prefeito Zenóbio Toscano (PSDB). Semana passada aconteceu a primeira sessão extraordinária e na próxima terça-feira (12) será a última discussão e votação do parecer do TCE.
Os três vereadores da base de sustentação do prefeito, Inaldo Júnior (presidente), Lula das Molas e Marcos Diôgo, não compareceram na primeira sessão e também não compareceram na segunda.





