
Passadas as eleições de domingo (4), as fraturas de grupos rivais que atuam dentro da estrutura do Governo da Paraíba em Guarabira foram expostas na manhã desta sexta-feira (9). Ao comentar a resultado obtido nas urnas por seus candidatos, especificamente Maria Porto (2.166 votos) para estadual e Gervásio Filho (1.153 votos) para federal, o vereador Célio Alves relatou a pressão existente nos órgão estaduais em razão da disputa pelo voto, o chamado fogo amigo.
Durante entrevista ao radiofônico Correio da Manhã, da Guarabira FM, Célio lavou roupa suja ao afirmar, sem citar nomes, que liderança que disputava mandato, numa alusão ao candidato a deputado estadual eleito, Tibério Limeira, procurou pelo mens 20 pessoas indicadas por ele no Estado para retirar o apoio a seus candidatos.
“Houve muita articulação sistematizada, articulada, de forma intencional, na surdina para cooptar lideranças, eleitores que, inclusive estão na estrutura do Estado e não é de hoje, por indicação minha. Casos por exemplo de quatro professores da escola Dom Marcelo, que foram procurados por uma liderança política que estava disputando a eleição. E eu posso aqui citar pelo menos vinte casos nessa situação de gente que, inexplicavelmente, sem ter condições de me dá nenhum motivo, nenhuma justificativa, gente pela qual eu fiz tudo ao longo da vida, simplesmente saiu e foi apoiar candidatura diversa das que eu estava apoiando”, comentou.
Ainda de acordo com o parlamentar socialista, durante as abordagens para cooptar os eleitores funcionários do Estado, eram prometidas vantagens de gratificação, de mudança de função e até intimidação com ameaça de demissão, apontando a participação direta do secretário de Administração do Estado, André Freitas.
“Havia promessa de gratificação, de transferência de função e até mesmo intimidação, do tipo: se não ficar com a gente vai perder o seu emprego. Como existia uma agrupamento robusto de lideranças muito maior, inclusive com o secretário de Administração participando ativamente disso, essas pessoas partiram para o pragmatismo e se renderam a isso. Outras tiveram a coragem de permanecer comigo, foram resistente e resilientes e nós chegamos a esse resultado eleitoral”, denunciou.
Célio considerou que o comportamento é nocivo para os opositores e passou pano ao dizer que o governador Lucas Ribeiro e os secretários não tinham conhecimento que estava acontecendo. O vereador disse que foi plantando o terror dentro das repartições do Estado.
“Isso é muito ruim para a Oposição de Guarabira porque ao invés de fazer um trabalho como eu fiz, de buscar tirar o voto de quem é adversário ou de quem estava indeciso, eles elegeram os eleitores de Maria e de Gervásio, ligados a Célio, como alvo preferencial. Era uma questão de vida ou morte. Plantaram o terror dentro das repartições do Estado, o que é absolutamente reprovável. Tenho certeza que o governador Lucas, assim como os secretários de cada pasta não tinham conhecimento porque jamais iriam permitir esse tipo de coisa”, disse.
As revelação do parlamentar guarabirense mostra o que já se previa dentro repartições do Estado da Paraíba, o voto obrigatório dos funcionários contratados nos candidatos apoiados por seus apadrinhados políticos. Esse assédio eleitoral, pelo que indica o vereador, é prática recorrente, mesmo havendo legislação que proíbe.




