
O presidente nacional do PSB, João Campos, afirmou nesta terça-feira (29/09) que o ex-prefeito de Sousa e candidato a deputado federal Fábio Tyrone será expulso do partido. A declaração foi dada durante o debate entre os candidatos ao Governo de Pernambuco, após a governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição, provocar o socialista.
A gestora mencionou um processo interno que ocorre na legenda contra Tyrone após a condenação na Justiça por agressão contra a ex-namorada a advogada Myriam Gadelha, e citou o pedido feito pela deputada federal Tabata Amaral, atual esposa de João Campos, para que o afastamento fosse efetivado.
De acordo com João, o processo havia sido encerrado antes de ele assumir o comando da legenda, mas foi reaberto por iniciativa de Tabata após a repercussão do caso e a pressão nas redes sociais pela expulsão de Tyrone.
Condenação
Tyrone foi condenado por violência doméstica após agredir Myriam Gadelha em 2018. Em abril deste ano, a pena foi reduzida para dez meses. Posteriormente, ele foi considerado apto para disputar a eleição após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A condenação provocou reação de movimentos de mulheres e pressão para que o PSB retirasse Tyrone da disputa. Nas redes sociais, integrantes do partido e ativistas cobraram a expulsão do então pré-candidato.
Ao Conversa Política, do Jornal da Paraíba Tyrone afirmou que se arrepende do episódio e disse que a agressão não representa sua trajetória. “Não é a minha conduta, basta ver minha trajetória. Pelo contrário, eu fui forjado dos movimentos sociais e sobretudo na defesa do respeito à mulher. Aconteceu isso comigo, infelizmente, mas eu não posso pagar a vida toda por um erro cometido há 8 anos, há 9 anos”, afirmou.
O candidato também disse que nunca foi formalmente ouvido sobre o processo interno, mas que está prontos para fazer a sua defesa. “Respeito a instância partidária e estou pronto para prestar qualquer esclarecimento”, afirmou.


