
Marinho Mendes Machado, 66 anos, promotor de Justiça do Ministério Público da Paraíba, faleceu nesta segunda-feira (14). Ele dedicou grande parte de sua carreira ao exercício do Direito e ao serviço público na região.
O Ministério Público da Paraíba é uma instituição responsável pela defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais, contando com profissionais como Mendes para o cumprimento de suas atribuições. A atuação de promotores e promotoras é fundamental para a investigação e promoção de ações que visam garantir a justiça.
Marinho Mendes participou de diversos processos e investigações ao longo de sua trajetória, sendo considerado um dos mais corajosos integrantes do MP em sua história, contribuindo para a manutenção da legalidade e para o fortalecimento das instituições locais. Seu trabalho era reconhecido pelos colegas e pela comunidade jurídica da Paraíba.
O Ministério Público estadual ainda não divulgou detalhes sobre as circunstâncias do falecimento ou informações sobre eventuais homenagens ou cerimônias oficiais. A notícia de sua morte causou movimentação entre autoridades e membros do sistema de Justiça da região, que manifestaram pesar pela perda do promotor.
A carreira de Marinho Mendes reflete o compromisso do Ministério Público com a defesa da lei e do interesse público, destacando a importância do trabalho dos promotores para o equilíbrio e funcionamento do sistema judicial na Paraíba.
A morte do promotor de Justiça Marinho Mendes Machado também resgata momentos marcantes de sua trajetória profissional em Guarabira, cidade onde exerceu durante anos suas funções no Ministério Público da Paraíba.
Entre os episódios mais lembrados de sua passagem pela cidade está um dos acontecimentos mais inusitados das eleições municipais de 2008: o chamado “toque de recolher”.
Na véspera da eleição, em 4 de outubro de 2008, uma determinação da Justiça Eleitoral da 10ª Zona, que abrangia Guarabira, Araçagi e Pilõezinhos, estabeleceu regras para o recolhimento de pessoas durante determinado horário. A medida ficou conhecida popularmente como “toque de recolher”.
Na época, Marinho Mendes atuava como promotor eleitoral da 10ª Zona e foi às ruas de Guarabira para fiscalizar o cumprimento da determinação. O promotor percorreu bairros da cidade e orientou moradores a retornarem para suas casas.
A medida, entretanto, provocou uma situação que ganhou repercussão. Durante a noite, Marinho Mendes se encontrou com o também promotor Wildes Saraiva, que questionava a legalidade da determinação e a considerava inconstitucional. Os dois acabaram discutindo, sendo necessária a intervenção da Polícia Militar.
O episódio teve desdobramentos posteriores e chegou a ser alvo de uma notícia-crime. Em 2009, a Justiça decidiu pelo arquivamento do caso envolvendo Marinho Mendes e o juiz responsável pela determinação, após entendimento de que não havia configuração de crime de abuso de autoridade.
O chamado “toque de recolher” permanece como um dos episódios mais lembrados da atuação de Marinho Mendes na Justiça Eleitoral em Guarabira e ajuda a relembrar uma época em que sua atuação como promotor esteve diretamente ligada aos acontecimentos políticos e eleitorais da cidade.
Durante sua atuação em Guarabira, combateu fortemente o crime e chegou a liderar uma força tarefa para capturar um criminoso conhecido por Nadilson Cachorrão, que aterrorizava famílias em bairros de Guarabira e Pilõezinhos.
Com sua morte, ficam também as lembranças de sua passagem por Guarabira e de uma trajetória profissional que marcou a história do Ministério Público na região.



