Pizza da morte: dono de pizzaria fala sobre morte de cliente e mais de 100 atendidos com sintomas

Rayssa Maritein Bezerra e Silva, de 44 anos, morreu após ingerir pizza no estabelecimento

O dono da pizzaria investigada após a morte de uma mulher e o atendimento médico de cerca de 118 pessoas que consumiram alimentos no local se pronunciou sobre o caso. Ele afirmou que está colaborando com as investigações, disse que “não teve intenção de machucar ninguém” e declarou que “não sabe o que aconteceu” com a comida no estabelecimento.

Marcos Antônio, dono do estabelecimento, disse que lamenta a morte da mulher de 44 anos e todo o transtorno causado para as pessoas que tiveram que passar por atendimento médico.

Após a morte e mais de 100 pessoas que tiveram que passar por atendimento médico, a Polícia Civil abriu um inquérito sobre o caso para apurar eventuais responsabilizações. A Vigilância Sanitária Municipal interditou o estabelecimento e a Agência Estadual de Vigilância Sanitária da Paraíba (Agevisa) fez uma outra inspeção na pizzaria e encontrou problemas como o pragas, insetos e alimentos mal acondicionados.

Sobre essas investigações, ele afirmou que está colaborando com todos os órgãos citados e que também procura entender como aconteceu o caso que levou essa quantidade de pessoas a procurar atendimento médico.

“Eu estou colaborando com a vigilância, fornecendo amostras, com a Polícia Civil também, que eles pediram também, estamos enviando isso, estou entregando porque eu preciso da verdade. (Estou colaborando) com a prefeitura também. Eu preciso da verdade para me sentir bem”, ressaltou.

No vídeo, a advogada que representa o proprietário no caso disse que durante a “inspeção não foi encontrado nenhum produto, nenhum material de manuseio para a fabricação das pizzas, nada que estivesse fora da validade, nada que estivesse estragado”.

Ela citou ainda que “possivelmente pode existir, por exemplo, bactérias que não conseguimos ver a olho nu” e reforçou que o cliente está à disposição para colaborar.

A morte da mulher
A mulher que morreu após comer em uma pizzaria foi identificada como Rayssa Maritein Bezerra e Silva, de 44 anos. Na noite do domingo (15), ela foi para o estabelecimento com o namorado comer uma pizza de carne de sol. O namorado passou por atendimento após comer o alimento, mas não teve mais problemas graves na saúde.

Rayssa Meritein era engenheira agrônoma, servidora pública e descrita por familiares como alguém que era ‘alegre e acolhedora’.

“Era uma pessoa alegre, simples, acolhedora. Rayssa era servidora pública, engenheira agrônoma, não tinha filhos e não era casada. (Era) divertida”, disse a prima de Rayssa, Izabele Freitas.

Em nota, o Hospital Regional de Pombal afirmou que a “paciente apresentou rápida evolução clínica, sendo prontamente assistida pela equipe médica e encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), já em estado geral gravíssimo, com sinais compatíveis com um quadro infeccioso grave”. Por volta das 8h59 desta terça-feira (17), a morte foi confirmada.

Ainda no domingo, após retornarem para casa, os dois começaram a passar mal e foram para o Hospital Regional, receberam atendimento e foram liberados. No entanto, na manhã desta segunda-feira (16), a mulher deu entrada novamente na unidade de saúde, onde permaneceu internada até vir a óbito nesta terça-feira (17).

Exames periciais com o material encontrado na pizzaria e também no corpo da mulher morta vão ser feitos, tanto pela Polícia Civil quanto por órgãos de saúde, como a Agevisa-PB, respectivamente. Ainda não há prazo para a realização desses exames.