
Ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho lamentou o falecimento do cineasta paraibana Vladimir Carvalho, um dos mais importantes documentaristas do Brasil, que morreu nesta quinta-feira (24) em Brasília, aos 89 anos.
Ricardo lembrou de homenagens feitas quando estava governador da Paraíba e apelou ao presidente Lula para que assuma o rico acervo do paraibano para a criação de uma instituição Memória Vladimir Carvalho.
“Morreu hoje, em Brasília, um “conterrâneo velho de guerra” que se tornou um dos mais importantes cineastas brasileiros com uma longa jornada documentando o Brasil e seu Povo: VLADIMIR CARVALHO. Em 2014, enquanto governador da Paraíba, e tendo Márcia Lucena como Secretaria de Educação, homenageamos a sua existência artística fazendo o Ano Cultural Vladimir Carvalho em toda a rede estadual de ensino. A cada ano, homenageávamos e trabalhávamos suas respectivas obras nas escolas estaduais um artista paraibano. Faço um apelo ao @lulaoficial para que determine à União assumir todo o rico acervo de Vladimir criando uma instituição Memória Vladimir Carvalho, como era o sonho e a luta dele nos últimos anos. É assim que se constrói o futuro de um País, mantendo vivas as criações culturais de alguém tão importante para a cultura brasileira”, escreveu Ricardo em rede social.
Vladimir Carvalho atuou no início de sua carreira nos jornais A União e Correio da Paraíba e foi corroteirista de Aruanda (1960), de Linduarte Noronha, um dos documentários que marcaram o início do Cinema Novo.
Natural de Itabaiana, Vladimir Carvalho dedicou mais de 50 anos de sua vida ao cinema e produziu mais de 10 documentários sobre temas da política e da história nacionais. Ele deixa um legado no cinema brasileiro, sendo considerado um dos maiores documentaristas do país.
Filmes como “O país de São Saruê” (1971), “Barra 68” (2000) e “Conterrâneos velhos de guerra” (1991) estão entre as principais produções do cineasta.




