Mesmo com reajuste, Cagepa mantém uma das menores tarifas de água do Nordeste

O alinhamento tarifário é realizado todos os anos para manutenção do equilíbrio econômico e financeiro

janeiro 11, 2017
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Apesar do reajuste de 12,38% que será aplicado nas faturas a partir do dia 1º de fevereiro, a Cagepa ainda pratica uma das menores tarifas de água e esgoto do Nordeste. De acordo com o presidente do órgão, Marcus Vinícius Neves, atualmente, a tarifa de água da Cagepa é menor do que a cobrada em estados vizinhos, como Pernambuco (R$ 37,25) e Alagoas (R$ 40,30), por exemplo.

“Importante destacar que as companhias de saneamento de Pernambuco, Alagoas e Rio Grande do Norte ainda terão suas taxas reajustadas no primeiro semestre de 2017”, ressaltou o presidente. “Temos que ter em vista a crise hídrica que assola nosso Estado. Esse fator compromete o faturamento da empresa, já que em muitas cidades que se encontram em colapso no abastecimento, não estamos cobrando a tarifa”, acrescentou.

O alinhamento tarifário é realizado todos os anos para manutenção do equilíbrio econômico e financeiro (receita versus despesa) da prestação de serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário no estado da Paraíba, assim como ocorre com todas as companhias de abastecimento do país. Em reais, o acréscimo será de R$ 4,06 por mês para os usuários residenciais que consomem até 10m³ de água, ou seja, a tarifa nessa faixa de consumo sairá dos R$ 32,78 atuais para R$ 36,84. Um reajuste de aproximadamente R$ 0,14 centavos por dia, para 69,01% da população que se enquadra nesta faixa de consumo.

Segundo Marcus Vinícius, de setembro de 2015 a setembro de 2016, a Cagepa sofreu aumento na energia elétrica e no preço de produtos químicos utilizados no tratamento da água, como, por exemplo, o dicloro em pó (que subiu 63,93%), o dicloro em pastilhas (aumento de 82,37%), o sulfato sólido (alta de 19,44%), o cloro gasoso (elevação de 16,04%) e a cal hidratada (reajuste de 23,70%). “Essa variação nos custos precisa ser considerada para assegurar a qualidade da água que chega nas torneiras do consumidor. Além disso, em virtude da crise hídrica que assola a Paraíba há seis anos, produzimos em 2016 menos 4% de água em relação a 2015”, pontuou o presidente.

Ele lembrou que o percentual de reajuste foi aprovado pela Agência de Regulação do Estado da Paraíba (ARPB), após realização de audiência pública ocorrida no dia 7 de dezembro, e não atinge consumidores da Tarifa Social que, pelo sexto ano seguido, continuam pagando o mesmo valor: R$ 10,56.

 

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